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Moçambique
Chefe de Estado moçambicano apela à "calma e vigilância"

Maputo, 3/9 - O chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, apelou quarta-feira à "calma e vigilância", na sequência de violentos protestos na capital e arredores contra o agravamento do custo de vida, anunciou a BBC.

Pelo menos seis pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas. Há ainda o registo de mais de cem detenções.

Na sua mensagem à nação a propósito dos tumultos de quarta-feira, o chefe de Estado moçambicano disse que "compatriotas estão a ser usados" para fazer a "agitação".

Armando Guebuza falou ainda de medidas, como o subsídio do combustível, adoptadas para minimizar os efeitos do agravamento do custo de vida no país, por si atribuída à conjuntura internacional.

Isto no dia em que a água e luz passaram a ser mais caras.

Entretanto, a polícia apresentou um balanço preliminar dos acontecimentos de quarta-feira.

Os protestos seguem-se a uma espécie de convocatória para o efeito através de mensagens, especialmente via telemóvel.

Ainda assim a polícia deu sinais de não ter uma estratégia de resposta clara.

Os recursos, muitas vezes, foram disparos para o ar e gás lacrimogénio, a partir de viaturas em alta velocidade, como a BBC testemunhou em plena zona alta de Maputo.

Fonte: Angop


R.D.Congo

Adiado relatório da ONU sobre genocídio no Congo democrático

Kinshasa, 3/9  - A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navy Pillay,  disse que estava a adiar a divulgação de um relatório, cujo rascunho foi tornado público sem autorização, acusando o exército rwandês de possível genocídio no Congo, anunciou hoje, sexta-feira, a BBC.

Este adiamento acontece depois de uma série de protestos por parte do Rwanda quanto à fuga de informação, que já levou este país a ameaçar retirar as suas tropas das missões de paz das Nações Unidas.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos  explicou que, após alguns pedidos, decidiu conceder mais um mês para os países, envolvidos nas questões levantadas pelo relatório, puderem fazer os seus comentários e acrescentar informação relevante ao documento.

A fuga de informação deste relatório provocou grandes protestos por parte do Rwanda, que considerou que o documento era uma facada nas costas e que as acusações feitas eram irreais.

O rascunho tornado público a semana passada apresenta evidências sobre mais de seiscentos abusos dos direitos humanos, ocorridos na República Democrática do Congo entre 1993 e 2003.

Este documento acusa ainda as tropas rwandesas, dominadas por tutsis, de massacre dos refugiados hutus.

Mulheres, crianças e idosos hutus terão sido mortos pelo exército ruandês, como retaliação pelo genocidio de 1994, em que cerca de 800 mil tutsis foram assassinados por extremistas hutus.

As autoridades rwandesas continuam, no entanto, a defender que as suas forças de segurança apenas entraram no antigo Zaire para perseguir os responsáveis pelas mortes de 1994.

Em reacção às acusações do documento, o Rwanda ameaçou retirar as suas tropas das missões de paz das Nações Unidas e da União Africana, colocadas na região sudanesa do Darfur.

Analistas dizem que a possível retirada das tropas raandesas seria um grande golpe, sobretudo numa altura em que se verifica o aumento da violência no Darfur.

De acordo com a Alta Comissária das Nações Unidas, a versão final - e oficial - do relatório deverá ser publicada a 1 de Outubro.

Fonte: Angop


Guiné-Bissau
Missão de estabilização não foi objetivo de visita ao Brasil

Bissau, 3/9 - O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, chegou quinta-feira a Bissau, proveniente de uma viagem oficial ao Brasil e a Cuba e salientou que a missão de estabilização não foi o objetivo da visita.

"Não era o objetivo da minha visita. A situação interna da Guiné-Bissau foi objeto de discussão, de conversa com o presidente Lula da Silva

E evidente que isso aconteceu, mas não era a razão fundamental da minha visita ao Brasil", afirmou aos jornalistas, após ter aterrado no aeroporto Osvaldo Vieira.

No início de Agosto, o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, admitiu à Lusa o envio de tropas do seu país para uma força de estabilização na Guiné-Bissau, desde que sob a bandeira da ONU, garantindo que os seus efetivos "têm preparação para tudo".

"Foi uma grande visita. Fomos muito bem recebidos, encontramo-nos com autoridades e dirigentes brasileiros, pessoas amigas e irmãos.

Tivemos uma conversa séria, passámos em revista as nossas relações de cooperação e a situação internacional", disse Malam Bacai Sanhá.

"Foram assinados acordos. Penso que há uma boa perspetiva de desenvolvimento nas nossas relações de cooperação e amizade com o Brasil, que é um grande país", salientou o presidente guineense.

Durante a visita oficial de Malam Bacai Sanhá ao Brasil foram formalizados diversos acordos de cooperação nas áreas de pescas, agricultura, educação superior, combate à sida e assistência a mulheres vítimas de violência.

Segundo o presidente guineense, em Cuba manteve encontros com os combatentes cubanos que participaram na luta pela independência da Guiné-Bissau e com as autoridades cubanas.

Fonte: Angop


Guiné-Conakry
Primeiro-Ministro quer mais supervisão das eleições

Conakry, 3/9 - O Primeiro-ministro da Guiné Conakry, Jean-Marie Dore, sugeriu que o líder militar interino do país deveria dar poderes adicionais ao ministério do Interior para supervisionar a votação, quando faltam duas semanas da segunda volta das eleições presidenciais, anunciou hoje, sexta-feira, a BBC.

Jean-Marie Dore propôs que o General Conate (Presidente interino) deveria emitir um decreto para permitir ao Ministério do Interior partilhar a responsabilidade pela organização das eleições juntamente com a comissão eleitoral independente.

Um dos candidatos, Cellou Dalein Dellou, já disse que essa medida favoreceria o seu adversário, Alpha Conde.

Correspondentes dizem que a segunda ronda eleitoral entre dois homens de diferentes tribos pode criar tensões.

Fonte: Angop



 

 

 

Actualizado em Sexta, 03 Setembro 2010 12:11