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Guiné Equatorial
Angola aprova fundo para situações de emergência de saúde

Angop
Ministro da Saúde, José Van-Dúnem
Ministro da Saúde, José Van-Dúnem

Malabo, 3/9 - A República de Angola apoia a proposta da criação do Fundo Africano para situacões de emergência de saúde pública , apresentado pelo director regional da OMS, Luís Gomes Sambo, que esteve em debate quinta-feira, na  60ª sessão em Malabo, Guiné Equatorial.

Em declrações à Angop, o chefe da delegação angolana, o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, disse que a criação do Fundo é oportuna, visto que a região africana debate-se com inúmeras calamidades e epidemias.

Acrescentou que o fundo é ainda importante porque os países da região possuem sistemas de saúde fragilizados, acesso aos cuidados primarios de saúde limitado.

Para o governante, o fundo vai aumentar a capacidade de resposta de uma organização, que é a OMS, que têm ajudado os países, principalmente numa altura em que denota uma redução drástica da economia a nível mundial.

Mas José Van-Dúnem defende discussões posteriores sobre alguns pontos constantes do projecto de resolução, tal como o montante que cada país deverá comparticipar.

Entretanto, alguns chefes de delegações e ministros da Saúde  alegam que deverá ser revista a comparticipação, a gestão do fundo e que o mesmo não sirva apenas para financiar situações de emergência, mas também de prevenção.

Alguns propuseram que o escritorio regional encete  contactos com outras organizacões internacionais para colher experiências, bem como que se realize um encontro de ministros das finanças dos países membros para se pronunciarem a propósito.

Por outro lado, grande parte dos participantes afirmaram que um fundo daquela dimensão é muito importante, porque países da região têm vivido situações de calamidade e epidemias onde se perdem muitas vidas humanas e que só com apoios de outros têm sabido contornar.

Luís Gomes Sambo defende que as sugestões dos delegados são pacificas, mas que deve-se ter em conta que o contexto de financiamento não é  bom, pois há dificuldades orçamentais das agências internacionais que apoiam.

Acrescentou que o montante estipulado do fundo para a contribuição dos 46 estados membros não é comparável ao do fundo dos países da região americana, em que cada um comparticipa com o mesmo valor.

Por isso, apela à comprensão de todos, pois enquanto se espera, muitas vidas se perdem em África, devido a epidemias e calamidades muitas das quais provocadas pelo próprio homem.

Quanto à sugestão sobre a decisão dos ministros das Finanças, frisou que os titulares da saúde têm o papel fundamental de convencer os chefes de Estado, poís há reacção positiva de muitos deles  e dever-se-ia aproveitar este fundo o mais rápido possível.

Entretanto aceita as sugestões de que se incorpore as contribuições apresentadas para se melhorar o documento e que se inclua a tabela das diferentes comparticipações de cada país.

Fonte: Angop


Tecnologia
Centro integrado de Formação Tecnológica parceiro na formação profissional

Angop
Miniatra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira
Miniatra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira

Luanda, 3/9 – A ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, apontou hoje, em Luanda, o Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec) como um parceiro muito importante no tocante à formação profissional voltada para os cursos técnicos, cuja carência se faz sentir em Angola.

Maria Teixeira fez esta consideração na abertura do workshop sobre “Formação Profissional Tecnológica em Angola: Realidades e Perspectivas”, em alusão ao 2º aniversário do Cinfotec.

Para a ministra, é notório o esforço que o Ministério da Administração Pública Emprego e Segurança Social (Mapess) está a desenvolver através do Cinfotec, cujas linhas de acção estão voltadas para os cursos tecnológicos de curta, média e longa duração e com programas técnico-profissionais em áreas consideradas estratégicas para o país.

“Os cursos destinam-se à melhoria contínua do padrão de qualidade e produtividade da indústria nacional, prestação de serviço e consultoria, pontos fulcrais para o desenvolvimento económico e social de Angola”, asseverou.

Segundo Maria Teixeira, deve-se, deste modo, reconhecer a relevância do papel que o Cinfotec desempenha no contributo para a formação dos angolanos, de forma a permitir a realização de um dos direitos fundamentais do homem, o direito a um emprego.

Para o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, disse a ministra, constitui uma satisfação saber que o centro de formação está a estabelecer prioridades de formação profissional, criando as condições institucionais, em recursos humanos, para um maior estímulo à inovação, por meio da aprendizagem do processo de transferência de conhecimento, para a geração de produtos e processos.

O Cinfotec foi criado a 02 de Setembro de 2008. É um empreendimento do Governo angolano que visa apoiar o desenvolvimento do país, com foco na formação profissional técnica e tecnologia, numa iniciativa do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (Mapess).

O centro comporta 16 salas de aulas para até 50 estudantes cada, duas para vídeo-conferência, 22 laboratórios, sendo 15 para ensino teórico e sete com foco em serviço tecnológico, um infocentro com 28 computadores e uma biblioteca com sala de estudos em grupo e para leitura individual.

Fonte: Angop


Taxa de licenciamento

Ministério do Ambiente anuncia nova era na gestão do Parque da Kissama

Angop
Ministra do AMbiente, Fátima Jardim
Ministra do AMbiente, Fátima Jardim

Luanda, 3/9 - O Ministério do Ambiente vai passar a cobrar taxas de licenciamento aos operadores turísticos e empresas que exerçam serviços no interior do Parque Nacional da Kissama, anunciou quinta-feira, em Luanda, a titular do sector, Fátima Jardim.

A governante, que se deslocou ao referido parque para a reafirmação da autoridade do Ministério, observou que existem várias empresas que exercem exploração comercial na região, com realce para o turismo, sem a devida autorização do órgão de tutela.

Para inverter o quadro, Fátima Jardim defendeu a conservação dos parques e melhorar os mecanismos de gestão, tarefa para a qual pediu a colaboração de todos os sectores intervenientes, no sentido de se evitarem actos de contraversão à lei dos recursos ambientais existente no país.

"Nós estamos a fazer estudos de requalificação dos parques, não só da Kissama, mas de todo o país, por formas a que sejam áreas de excelência, com aproveitamento da biodiversidade e outras riquezas de que dispõem", asseverou a governante.

Fátima Jardim, que falava numa reunião mantida no parque com responsáveis de distintos sectores, dentre os quais vice-ministros, directores nacionais e a administração da área, disse que com o advento da paz, os parques nacionais devem ter um tratamento cuidado para atrair e proporcionar um clima saudável aos turistas.

"Queremos implementar outra dinâmica na forma de funcionamento dos parques", insistiu a ministra, que reconheceu a existência de dificuldades matérias e humanos para a prossecução cabal do projecto.

Todavia, concluiu que com o apoio e colaboração de todos, os parques poderão, num futuro próximo, apresentar um outro figurino.

O Parque Nacional da Kissama, localizado na província do Bengo, recebeu, em 2001, animais provenientes do Botswana e da África do Sul, contando, actualmente, com um aumento de elefantes de 35 para 65, enquanto o número de zebras cresceu de 12 para 70.

A administração do parque controla ainda 70 gnus, 100 de gungas e 14 de girafas, para além de outras espécies animais.

Estabelecido como Reserva de Caça em 16 de Abril de 1938, e elevado a condição de Parque Nacional em 11 de Abril de 1957, o Parque da Kissama ocupa uma área de 9.600 quilómetros quadrados.

Tem como limites naturais a norte o rio Kwanza, desde a sua foz até à Muxima, a sul o rio Longa, entre a foz e a estrada Mumbondo Capolo, a oeste pela linha da costa entre a foz dos rios Kwanza e Longa, e a leste a estrada que vai da Muxima, Demba-Chio, Mumbondo e Capolo até ao rio Longa.

A sua fauna, de especial importância, é o manatim africano, a palanca vermelha, o talapoim e as tartarugas marinhas.

Fonte: Angop


Combustíveis
Eliminação dos subsídios vai aumentar investimentos no sector social

ANGOP
Peso dos subsídios aos combustíveis representa AKZ 440 mil milhões, em média anual
Peso dos subsídios aos combustíveis representa AKZ 440 mil milhões, em média anual

Luanda, 3/9 – A redução dos subsídios ao preço da gasolina e do gasóleo, em curso no país, vai aumentar os investimentos em domínios como os da educação, saúde e saneamento básico, informou terça-freira o director nacional do Gabinete de Acompanhamento de Gestão Macroeconómica do Ministério da Coordenação Económica, Carlos Aires da Fonseca Panzo.

Ao comentar sobre as vantagens da eliminação dos subsídios, disse que o objectivo do Governo é continuar a levar a cabo iniciativas de promoção do bem-estar da população “O Governo passa a dispor de mais dinheiro para continuar a fazer todas estas iniciativas que são dirigidas para aquelas camadas mais carenciadas”.

Com a redução dos subsídios a estes dois produtos, afirmou aquele responsável, o Tesouro Nacional obterá poupanças que serão canalizadas para sectores de grande impacto social, tendo em vista uma distribuição mais justa e equilibrada do rendimento nacional.

Depois de considerar que o ajustamento já se impunha desde 2005, referiu que a medida poderá ter algum impacto sobre a inflação, apenas nos primeiros momentos, esgotando-se ao longo do tempo.

O ajustamento, disse, vai ter um impacto sobre as despesas com subsídios do Governo, numa óptica anual. “De Setembro de 2010 a Setembro de 2011, o impacto de redução nas despesas com subsídio de cerca de 20 porcento. Se olharmos numa óptica de 2010
vamos verificar uma redução de oito porcento”.

Desde terça-feira (01 de Setembro), o litro de gasolina passa a custar 60 kwanzas, e o de gasóleo 40. O ajustamento não abrange o preço do petróleo iluminante, gás de cozinha e outros derivados. Antes de 01 de Setembro, o litro da gasolina custava Akz 40, enquanto o de gasóleo era comercializado a 29 kwanzas.

O ajustamento dos preços da gasolina e do gasóleo decorre da deliberação da Assembleia Nacional, que no Orçamento Geral do Estado Revisto para o ano de 2010 aprovou a redução, em 20 porcento, numa base anual, dos subsídios ao consumo dos dois produtos.

O peso dos subsídios aos combustíveis representa actualmente, para o erário público, uma média anual de cerca de 440 mil milhões de kwanzas, aproximadamente seis porcento do Produto Interno Bruto do país.

Fonte: Angop


Peregrinação
Comissão organizadora da Muxima prevê um aumento de fiéis

Angop
Peregrinos na vila da Muxima
Peregrinos na vila da Muxima

Muxima, 3/9 - A comissão organizadora da peregrinação ao Santuário da Nossa Senhora da Muxima, no município da Kissama, província do Bengo, prevê este ano um aumento significativo do número de fiéis, dado o melhoramento das vias de acesso e divulgação do acto, em comparação ao ano transacto, disse hoje o porta-voz do evento, Domingos Pestana.

De acordo com o religioso que falava à Angop, a propósito do evento, sem avançar números, referiu que este ano houve empenho de muitas “forças vivas” da nação, isto, passando pelos órgãos da Comunicação Social, Empresa de Transportes Públicos como a “TCUL”, Administração local, Epal e outras.

Segundo Domingos Pestana, até à noite continuava a chegar caravanas de peregrinos na vila da Muxima,  acreditando que o número possa já ser superior a dois mil peregrinos.

“Hoje de manhã, aproximadamente cinco autocarros completamente lotados de peregrinos chegaram de Malanje. Notei ainda várias outras pessoas individuais a chegarem com os seus meios próprios”, disse.

Quanto às condições para a estadia da população que acorre ao local, Domingo Pestana referiu que estão criadas, realçando o local policiamento, energia eléctrica, saúde e outros serviços.

No que no concernente ao alojamento, excepcionalmente aos escuteiros a quem foram distribuídas tendas. “Cada peregrino presente é portador de uma tenda e aconselho os demais, que eventualmente tenham intenção de viajar para a Muxima que façam o mesmo”, disse.

A festa da Nossa Senhora da Muxima que terá o seu ponto alto no sábado e domingo, acontece anualmente desde 1833. No ano de 2008, a peregrinação decorreu excepcionalmente de 15 a 17 de Agosto, devido à realização das eleições legislativas em Angola, a cinco de Setembro.

Fonte: Angop


Mercado Artesanal
Peças de artesanato reflectem a identidade cultural angolana

Angop
Fracisco Van-Dúnem, director do Instituto Nacional de Formação Artística
Fracisco Van-Dúnem, director do Instituto Nacional de Formação Artística

Luanda, 3/9 - As peças de artesanato são um componente importante para a cultura angolana, pois reflectem a identidade dos povos de várias regiões de Angola, segundo afirmou quinta-feira, em Luanda, o director do Instituto Nacional de Formação Artística, Francisco Van-Dúnem “Van”.

Segundo o artista plástico, que falava à Angop a propósito do estado actual do mercado artesanal, a importância do trabalho dos artesões reside no facto de ser um meio de divulgação dos traços identitários da cultura nacional.

“Os artesões têm dado um grande contributo no que toca à divulgação e valorização da cultura angolana. Fazem um trabalho que é visto pelo mundo razão pela qual devem merecer uma atenção especial por parte das entidades do país”, avançou.

O artesanato, de acordo com a fonte, é um elemento que promove as artes e ao mesmo tempo promove o país, isto porque as artes e o artesanato carregam consigo usos, costumes, tradições, estéticas e emoções, sendo, portanto, uma via que leva as pessoas a conhecer um pouco mais Angola.

“A cultura angolana é bastante rica e neste caso os artesões têm dado o seu contributo no processo de divulgação e valorização da cultura nacional”, afirmou.

Fonte: Angop


 

 

 

Actualizado em Sexta, 03 Setembro 2010 12:55